Entidade é referência nacional no setor,
além de ser uma das mais atuantes no Brasil.
São 45 anos de vida dedicados à radiodifusão mineira.
Fundada em 1968 por Januário Carneiro, a Associação Mineira de
Rádio e Televisão – AMIRT, vem ao longo do tempo acumulando
lutas e conquistas em prol da radiodifusão brasileira.
A primeira delas foi congregar, ao redor de uma instituição,
aqueles que seguiam individualmente a sua caminhada de fazer,
defender e exercer a radiodifusão em tempos de muitas
reivindicações e quase nenhum reconhecimento. Naquela época,
Januário Carneiro com o seu espírito empreendedor de quem sempre enxergou além,
imaginou uma associação que pudesse congregar os
radiodifusores e representá-los em Minas Gerais de forma nacional.
Era o início de tudo.
Funcionando ainda em sua primeira sede,
na rua Coromandel, hoje, rua Itatiaia, no bairro Bonfim,
Januário Carneiro transferiu a presidência da entidade para
o seu vice-presidente, o radiodifusor de Caratinga, Eurico Gade.
Nesta época, Januário passava por problemas de saúde. Era o ano de 1987.
A primeira medida de Gade como presidente-substituto da AMIRT foi transferir
a sede da Associação para a Avenida Afonso Pena, bem no centro de Belo Horizonte.
Dois anos depois, em 1990, com o afastamento definitivo de Januário Carneiro,
foram convocadas eleições para compor a nova diretoria da AMIRT, sendo Eurico
Gade eleito presidente, e Emmanuel Carneiro vice-presidente, para um mandato de
quatro anos, com o final do primeiro mandato de Eurico Gade em 1994.
Nesse período houve uma divulgação dos serviços da AMIRT junto às emissoras
de rádio do interior do estado, que resultou em uma afiliação em massa de
rádios e televisões de todos os cantos de Minas Gerais à Associação. A entidade
assumia agora uma postura estadual, congregando várias emissoras de diferentes portes.
É deste primeiro período da AMIRT o convênio com a Cemig, assinado
em 1988 durante o governo de Newton Cardoso, cujo acordo rezava que
70% das despesas com energia elétrica seriam convertidos em publicidade pelas rádios.
O primeiro congresso da AMIRT foi realizado em 1990, e os encontros
regionais começaram a ser realizados de dois em dois anos,
a partir desse ano. Em 1992, após intensa mobilização da AMIRT,
Belo Horizonte sediou o Congresso Brasileiro de Radiodifusão,
em sua XVIII edição. No ano de 1994, a sede da AMIRT foi
transferida para a rua da Bahia, onde está até hoje.
"O meu primeiro mandato finalizou em 1994, mas aí eu fui
eleito para um segundo mandato, em 1995, sendo reeleito como
vice-presidente o Emmanuel Carneiro. Foi nessa época que começou
a pirataria na rádiodifusão brasileira. Desde o primeiro momento
nós denunciamos e brigamos contra isso".
Em 1998, Dirceu Pereira, devido o seu destacado trabalho em defesa
da radiodifusão mineira como deputado estadual, foi convidado por
Eurico Gade para disputar a presidência da AMIRT. Dirceu foi
candidato único naquela eleição.
Como presidente da Associação, Dirceu Pereira intensificou o trabalhou
pela sua interiorização, buscando criar laços com os radiodifusores do
interior de Minas. Em seu mandato foi criado o Anuário da AMIRT,
publicação voltada para mostrar às agências de publicidade a importância
do rádio no interior de Minas, apresentando dados das cidades e das
emissoras que atuavam nelas.
Durante sua gestão, Dirceu buscou renovar o Congresso da AMIRT, com a perspectiva
central de dar subsídio de informação ao radiodifusor do interior,
que passava por um momento de concorrência desleal com as rádios piratas que
começavam a atuar ilegalmente em todo o Estado. Dirceu atentou também para a
estrutura da AMIRT, que precisava, naquele momento, de se expandir.
"O meu mandato buscou dar uma nova estrutura para a AMIRT, é desse tempo essa
convivência e parceria com os nossos diretores, que até hoje figuram em nossa
estrutura, o que prova que nossa união não vem de agora. A AMIRT hoje é uma
entidade estadual de importância nacional. Em seu segmento, ela é um modelo para o Brasil,
tendo uma diretoria atuante e participativa. Hoje, muitas das decisões da ABERT passam
por nossa avaliação", conclui Dirceu Pereira.
Em 2000, o radiodifusor de Viçosa, João Bosco Torres, assumiu a presidência da AMIRT,
ficando até o ano de 2004. Em um primeiro momento,
João havia detectado que a Associação precisava de um trabalho de afirmação junto às
autoridades municipais, estaduais e federais. Essa foi a tônica do seu mandato, que
buscou reforçar o prestígio e o reconhecimento da Associação.
Nesta época, João Bosco consolidou o Congresso da AMIRT, dando uma visibilidade
publicitária ao evento, levando-o para além das fronteiras de Minas.
"Eu me lembro de que ao primeiro congresso que realizei como presidente,
vieram radiodifusores do Brasil inteiro. Colegas do Mato Grosso do Sul, da Bahia,
de Pernambunco, radiodifusores que até então não conheciam o nosso evento.
Foi nessa gestão que intensificamos o trabalho contra a pirataria em Minas Gerais,
pois, em um seminário realizado pela AMIRT, reuniram-se em Belo Horizonte,
pela primeira vez no Brasil, a Polícia Federal, a Anatel, a Justiça Federal
e a Procuradoria Federal, em que foi discutido e evidenciado o grande problema que
são as rádios piratas. O que se detectou foi que até ali, a maior parte dos juizes
e promotores não tinha conhecimento da gravidade do problema e do que ele poderia causar",
rememora João Bosco Torres.
Em 2004 o radiodifusor de Ouro Fino e jornalista, Milton Lucca de Paula, assumiu a
presidência da AMIRT, sendo reeleito para um segundo mandato, ficando à frente da
entidade até 2008, quando ocorreu uma grande renovação da AMIRT, com a eleição dos
jovens Marcos Naves como presidente e Agostinho de Rezende Campos como primeiro
vice-presidente. Destaque para a renovação do estatuto da AMIRT, com sua aprovação
acorrida no dia 25 de setembro de 2009. Essa iniciativa possibilitou a modernização
da entidade, focando na agilidade dos processos internos e desburocratização das iniciativas da diretoria.
Em 2010, o clima de renovação continuou pautando a AMIRT, quando ocorreu uma
inversão dos nomes na presidência da Associação, sendo Agostinho levando ao cargo
de presidente e Marcos Naves ocupando a vice-presidência. Essa é a diretoria
que administra a AMIRT nos dias de hoje.
A sede da AMIRT é composta por nove salas amplamente instaladas e adaptadas
para atender a todo radiodifusor mineiro, com uma Central AMIRT de Comercialização,
além de estar na fase de finalização de seu estúdio, onde funcionarão uma web rádio e uma agência de notícias.
A Associação funciona das 9 às 18h, de segunda a sexta,
sendo o seu site: www.amirt.org.br e seu e-mail: amirt@terra.com.br,
além do telefone: (31) 3274-5700.
Após o falecimento de Januário Carneiro, o fundador da AMIRT ao lado de Januário,
Ulisses Nascimento, tornou-se presidente de honra da Associação.
"Eu saí da mesa de fundação da AMIRT como o seu tesoureiro.
Naquela época, Januário era quem pagava todas as despesas da entidade.
Agora eu vejo a entidade realizando tudo aquilo que nós sonhamos naquele
distante ano de 1968, é o que é mais importante, eu vejo tudo de perto".